Apesar do vice-campeonato, o Central saiu maior da Arena Pernambuco. Diante de todos

“Acabou o jogo. O sonho, nunca!”

Assim, o perfil oficial do Central no twitter encerrou o ‘lance a lance’ sobre a final do Campeonato Pernambucano de 2018, com vitória do Náutico por 2 x 1. Para a patativa, o vice, o segundo da história do clube, que ficou a um triz de erguer a primeira taça do interior. Mas aqui vai o registro de que o alvinegro saiu maior da Arena Pernambuco. Até porque chegou lá enorme, com a maior invasão já vista do interior. Após o ótimo público no Lacerdão, com 14 mil pessoas, o que não acontecia há 16 anos, a torcida confiou no time, mesmo com o empate, e viajou em massa. A caravana com 15 ônibus (abaixo) e dezenas de micro-ônibus saiu de Caruaru e percorreu a BR-232 em direção ao palco em São Lourenço da Mata.

Estacionamento lotado, festa fora do estádio e ocupação plena no setor ‘norte superior’, com 4.215 alvinegros. Todos eles relembrando o peso do quase centenário Central Sport Club, representante de uma cidade maiúscula e que há tempos merecia viver um dia assim. Aliás, quanta gente ali na arquibancada não sonhou com o dia de uma final deste porte…

Em 2007, no primeiro vice no âmbito local, o Sport havia sido o campeão de forma direta, vencendo os dois turnos. Ainda assim, aquela campanha foi comemorada pelo Central, com direito à carreata – afinal, também colocou o clube na Copa do Brasil pela primeira vez. Nesta temporada, o encaixado time comandado por Mauro Fernandes foi efetivamente finalista, mirando o troféu dourado – que ainda não veio – sob os olhares de todo o estado diante da televisão.

Na volta para casa, aquela multidão agrestina saiu consciente do bom futebol apresentado e de que ela mesma é capaz de fazer a diferença num jogo. Ao Central, encerrada essa campanha de recolocação como grande força fora da capital, no embalo de uma folha de R$ 100 mil, fica a expectativa sobre a Série D. O clube está no grupo A7, com ASA-AL, Jacuipense-BA e Sergipe-SE. Será a 8ª participação, cujo acesso é uma obsessão para a formação de um calendário perene, proporcional à torcida que o acompanha. O alvinegro chega com moral, embora exista dúvida em relação à permanência de seus destaques (Douglas Carioca, Júnior Lemos e Leandro Costa). Independentemente disso, a maior expectativa é que o abraço da torcida seja mantido.

Melhores campanhas do Central no Estadual
1964 – 3º lugar
1986 – 3º lugar
2007 – Vice
2008 – 3º lugar
2018 – Vice

Campanhas do Central na Série D
2009 – 12º lugar
2010 – 32º lugar
2013 – 14º lugar
2014 – 16º lugar
2015 – 14º lugar
2016 – 36º lugar
2017 – 48º lugar
2018 – A disputar
2019 – Classificado, caso não consiga o acesso