PODCAST #387 – O ABISMO DO FUTEBOL PERNAMBUCANO

A permanência do Sport na Série A e os rebaixamentos de Náutico e Santa Cruz para a Série C expuseram de forma ainda mais crua um abismo que vem crescendo nos últimos tempos. Rivais históricos cada vez mais separados por receitas e realidades financeiras opostas. Justamente no ano em que a entrada do Sport no Clube dos Treze completa duas décadas, o Podcast faz uma ampla análise do cenário. Da origem às perspectivas de futuro – passando pelos exemplos de desequilíbrio em outros estados e aprofundando a questão de se ainda faz sentido discutir as rivalidades e desigualdades com parâmetros estaduais. Ouça agora ou quando quiser.

O Segredo do Abismo
  • Os 20 anos da entrada do Sport no Clube dos Treze
  • A diferença nas cotas é a causa mais determinante para o abismo?
A origem do abismo e a divisão das cotas
  • A história do Clube dos Treze (do início ao fim) e a distribuição das cotas de TV no Brasil
  • O abismo nasce em 1997 ou começa dez anos antes? Por que o Sport foi o “escolhido”?
  • Por que o Santa Cruz, o primeiro “escolhido” do estado em 1987, nunca teve cota fixa?
Pernambuco tem o maior abismo dentro de um estado no Brasil?
  • A comparação de Pernambuco com cenários históricos da Bahia, de Goiás e de Campinas
  • Os clubes que perderam a vantagem com o tempo e os rivais que, mesmo sem cota, igualaram o cenário
  • Analisar as diferenças no contexto estadual é o foco correto?
Sport não tem direito de reclamar das cotas nacionais?
  • O Botafogo receber a mesma cota de Grêmio, Inter, Cruzeiro e Atlético/MG é o maior erro da divisão?
  • As receitas que diminuem o impacto das cotas. Exemplos de Inter, Grêmio, Sport, Ceará e Fortaleza.
Como mudar esse cenário? Existe saída?
  • O novo sistema de divisão de recursos a partir de 2019
  • A situação dos clubes com os novos contratos já assinados entre 2019 e 2024
  • Como Náutico e Santa, juntos, podem tentar gerar novas receitas
  • Victor Marques

    Dificil argumentar c João, quando a emoção entra no meio fica complicado, mas eu até entendo, realmente é dificil enxergar os próprios erros e assumir a própria incompetencia, o fato é q o mesmo é defensor do tal MTA, movimento que depenou, roubou e sacramentou a atual situação do clube.

    • Rodrigo de Albuquerque

      Isso mesmo, jovem. Enquanto você é mais um que culpa APENAS o MTA pela desgraça atual do clube, ao mesmo tempo vai esquecendo dos outros que também ajudaram e muito a aumentar ainda mais essa desgraça: dos três patetas Toninho Monteiro / Marcílio Sales / Eduardo Henriques que acabaram e mancharam com a reputação e a história de Marcos Freitas e Ivan Brondi – da NÁUTICO DE TOLOS… ops, Náutico de Todos; do Sr. Paulo Wanderley, que fez A PIOR GESTÃO DA HISTÓRIA DO NÁUTICO, com uma receita de 50 milhões e um rombo de 64 milhões; do Sr. Maurício Cardoso, que também nos rebaixou com uma grande receita… Mas tinha esquecido… O problema todo do Náutico foi Glauber Vasconcelos e o MTA…

  • Igor Cabral

    Só não pode culpar o Sport por isso. Pelo o jeito que tão falando por ai, seria muito bom para o futebol Pernambucano se o leão fosse rebaixado…
    Falando nisso, os principais culpados para esse ”apartheid” são Santa e Náutico. Precisou os dois da capital serem rebaixados pra vcs da imprensa enxergar isso. Na verdade sempre houve esse ”abismo”. A diferença gritante de um Santa para um Salgueiro, Central, Porto ou Ypiranga. Mas só vale falar quando chega no recife…

    • Joukyuu Kunitoshi

      Salgueiro, Central, Porto ou Ypiranga. não tem obrigação de ser campeão isso faz os caras fazerem qualquer time que poder pagar e acabousse a pressão em santa e nautico é imensa e a humilhação quando o Sport é campeão é gigante

    • Joukyuu Kunitoshi

      E você como torcedor nunca vai enxergar como é impossível disputar, o pior cego é oque não quer ver, como falamos nos esportes eletrônicos o publico alvo do futebol é ignorante demais

      • Igor Cabral

        Até concordo que esses times do interior que citei não tem ”obrigação de ser campeão”, mas o ponto que estão discutindo ai é a parte financeira. Creio que é bem incoerente o João achar uma injustiça toda essa diferença capital, quando sempre aconteceu.contra os times do interior. Não tô dizendo que todos deveriam ganhar igual, claro, a diferença de patamar é nítida..

        • Joukyuu Kunitoshi

          Pernambuco vai ficar cheio de Torcedor do Rio daqui uns anos, Santa e Náutico vão morrer ficando só com torcedor que é velho e dps priu, Vai ser maior festa jogo do Flamengo aqui

          • Igor Cabral

            Exatamente.

  • Guilherme Batista

    Concordo em partes com João, mas a emoção tá falando mais alto que a razão em vários momentos. Sem dúvidas que as cotas fazem diferença, mas como Fred disse, esse “abismo” começou em 88. E é importante ressaltar que mesmo sem ser cotista, o Santa vem batendo no Sport nos pernambucanos. De 2007 pra cá, Sport ganhou 6 e o Santa 5. Pra mim, o que mais agrava esse abismo é a desorganização administrativa de Santa e Náutico.

    E como Cássio disse, o que pesa muito é o Sport ter ficado na Série A nesses últimos 5 anos. E aí entra mérito do clube por conseguir se manter na elite por tanto tempo.

  • Cesar Romero

    O Argumento de Fred de que a década de 90 foi fundamental para entrada no clube dos 13, é completamente furado! O Paraná Clube foi a grande potência de Curitiba na década, com o pentacampeonato título na série B dois estádios etc… No entanto entraram Coritiba e CAP

  • Bruno Bertolino

    Pessoal, tenho aqui uma sugestão de podcast, vídeo no youtube, seja lá o que for para estas férias futebolísticas, em cima do que foi discutido no #387:

    As “eras” do futebol nacional, algo mais ou menos assim:

    1. Amadorismo (até década de 30)
    Início do esporte, clubes de elite e de operários, primeiras forças metropolitanas, transição para a segunda era.

    2. Profissionalismo (até copa de 58)
    Primeiros torneios regionais, primeiras copas do mundo, seleção brasileira RJ-SP, consolidação dos clubes nos estados.

    3. Nacionalização (até copa união de 87)
    Abertura da seleção a outros estados, primeiros torneios nacionais, importância dos estaduais, primeiras grandes vendas ao exterior.

    4. Internacionalização (até cotas de 2019)
    Adoção de modelos internacionais: acesso, rebaixamento, copa nacional. Importância das competições sul-americanas, seleção com jogadores de fora do país.

    5. Globalização (próxima nova era?)
    Novas arenas, sócio-torcedor, excelência em medicina esportiva, profissionalização irreversível, influências da distribuição financeira.

    Nota-se que todas as ondas de mudanças que sustentaram todas as eras são de cunho financeiro. Façam aí o programa!!!

    • Cleyton Fernandes

      Perfeito!

  • Cleyton Fernandes

    Programa extraordinário, o maior Podcast de todos os tempos, esmiuçou detalhes, acabou com mitos. No Nordeste não se pode errar, a divisão de cotas é tão esdrúxula, que se o flamengo for rebaixado joga a segunda divisão com uma cota maior que todos os times de primeira divisão, inclusive o campeão. Náutico e santa erraram muito ao longo da História, com essas novas cotas em 2019 talvez venha um novo alento, e o Sport que se cuide, vemos o exemplo do Goiás, se vacilar também é engolido pelo sistema!

  • Rodrigo de Albuquerque

    Falando de Clube Náutico Capibaribe, o problema é mais administrativo. Péssimas gestões, vaidades, um grupo querendo derrubar o outro… e o tempo passa, o timbu há quase 14 anos sem ganhar nada, sem crescer, sem poder disputar campeonatos pra vencer, apenas como figurante… e o clube teima em não mudar.

    Um exemplo foi 2013. O Náutico nas mãos do Sr. Paulo Wanderley, com uma receita de 50 milhões, na Primeira Divisão, voltando a uma competição internacional após 45 anos, vendo seus concorrentes na segunda e terceira… era “o ano”. Mas foi tudo por água abaixo – não ganhou nada, caiu na primeira fase das competições e foi lanterna da Série A com quase metade dos pontos do vice lanterna. Deixou a tromba para as gestões de Glauber Vasconcelos (2014/2015) e de Marcos Freitas/Ivan Brondi/Gustavo Ventura/Ivan Pinto (2016/2017).

    E em 2017 a conta chegou. A consequências das trapalhadas nos afundaram na Terceira Divisão.

    O Clube Náutico Capibaribe, enquanto estiver nas mãos de grupos vaidosos, nunca será nada na vida.