A QUEDA DOS ANJOS: O FIM DO PROJETO DE HÉLIO E GUILHERME NO NÁUTICO

O Náutico encerrou o trabalho de Hélio dos Anjos e Guilherme dos Anjos às vésperas do Clássico dos Clássicos, após a derrota por 3 a 0 para o Cuiabá e uma sequência de atuações ruins na Série B. A saída aconteceu com o Timbu pressionado na reta final da competição e já olhando para a luta contra a parte de baixo da tabela.

No programa, Fred Figueiroa, Cassio Zirpoli, Hathos Rildo e Joaquim Costa analisam a queda da família dos Anjos, o desgaste do projeto, os erros de gestão e de futebol e como um trabalho que teve méritos importantes terminou cercado por pressão. Afinal, pai e filho deixam o clube depois de 66 jogos, 29 vitórias, 17 empates e 20 derrotas, com 52,2% de aproveitamento, além do acesso conquistado em 2025 e do vice-campeonato pernambucano em 2026.

O debate também passa pelo peso do modelo adotado pelo Náutico, já que Hélio e Guilherme não atuavam apenas como comissão técnica: os dois também acumulavam influência direta na condução do departamento de futebol dentro do modelo de gestão técnica integrada implementado pelo clube.

Além do recorte esportivo, o programa discute o ambiente político e emocional do clube. A reação inicial de parte da torcida nas redes foi mais de alívio do que de agradecimento, com expressões como “ninguém é maior que o Náutico”, “foi tarde” e “finalmente” aparecendo com força logo após o anúncio da saída.