Com Remo e Chapecoense em situação extremamente delicada, a discussão agora passa principalmente pelas outras duas vagas no Z4.
E a rodada mudou completamente o cenário.
O Grêmio venceu o Coritiba por 1 a 0 no Couto Pereira, com gol nos acréscimos, conquistou sua primeira vitória fora de casa neste Brasileirão e voltou de vez para a disputa pela permanência. A derrota ampliou a crise do Coxa e provocou a demissão de Fernando Seabra, depois de sete partidas sem vitória.
O Internacional também respirou, derrotando o Botafogo por 3 a 0 e subindo para 35 pontos.
Já o Corinthians vive o cenário mais dramático. O Timão abriu vantagem contra o Vasco, sofreu a virada por 3 a 2 e chegou a dez partidas consecutivas sem vencer no Campeonato Brasileiro, com nove derrotas e apenas um empate. A equipe caiu para a 18ª posição.
Os números da UFMG mostram como a situação apertou:
Corinthians — 66% de risco de queda
Grêmio — 61,6%
Internacional — 38,5%
Mirassol — 14,6%
Vitória — 6,4%
Coritiba — 6,2%
Vasco — 4,1%
Botafogo — 2,6%.
E até a tradicional conta dos 45 pontos pode mudar.
As projeções mais recentes indicam que 43 pontos ainda representam risco relevante, enquanto chegar aos 44 reduz bastante a ameaça e 45 deixa a probabilidade de queda abaixo de 1%.
A próxima rodada ainda traz confrontos capazes de virar novamente toda a tabela.
O Corinthians recebe o Mirassol. O Grêmio encara o Athletico-PR. O Internacional visita o Fluminense. E Coritiba x Vitória, remarcado para sábado, dia 31, no Couto Pereira, vira uma verdadeira decisão entre dois clubes que estavam relativamente tranquilos poucas rodadas atrás.
Quem consegue respirar? Quem entra de vez na areia movediça? Corinthians e Grêmio conseguem reagir? Inter confirma a recuperação? E Coritiba ou Vitória podem repetir uma queda que parecia improvável semanas atrás?
Fred Figueiroa e Cassio Zirpoli passam time por time e jogo por jogo para projetar as seis rodadas finais dessa batalha pela permanência.