QUAL É O MAIOR CLUBE DO INTERIOR DO FUTEBOL BRASILEIRO?
Uma discussão que parece simples até começar a colocar os escudos na mesa.
Fred Figueiroa e Cassio Zirpoli montam uma grande pirâmide para organizar os maiores clubes do Brasil sediados fora das capitais, passando pela história do futebol nacional e tentando equilibrar títulos, grandes campanhas, torcida, tradição regional, presença nas principais divisões e relevância ao longo das décadas.
E o primeiro problema aparece antes mesmo do ranking: o que é interior?
Para estabelecer uma regra objetiva, o programa considera os clubes que não são sediados em capitais, inclusive aqueles localizados em regiões metropolitanas. A grande exceção é o Santos, retirado da disputa pela dimensão completamente diferente que ocupa na história do futebol brasileiro.
Depois disso, começa a confusão.
O Guarani ficou no topo da pirâmide. O título brasileiro de 1978 pesa de forma gigantesca: até hoje, o Bugre é apontado como o único campeão brasileiro da Série A vindo do interior do país. E sua história não se resume àquela taça, com outras campanhas de destaque na elite nacional e uma enorme tradição em Campinas.
Logo atrás aparecem Criciúma e Juventude.
O Tigre conquistou a Copa do Brasil de 1991, além das Séries B e C e de uma campanha de destaque na Libertadores de 1992. Já o Juventude levantou a Copa do Brasil em 1999, depois de eliminar adversários como Fluminense, Corinthians, Bahia, Internacional e Botafogo.
E aí começam alguns dos maiores debates.
A Ponte Preta, mesmo sem um grande título de primeira prateleira durante a maior parte de sua história, acumulou seis vice-campeonatos paulistas, foi terceira colocada do Brasileirão de 1981 e chegou à final da Copa Sul-Americana de 2013. Em 2025, ainda acrescentou o título da Série C ao currículo.
O Bragantino também entra muito alto. Antes mesmo da chegada da Red Bull, o clube havia sido campeão brasileiro da Série B em 1989, campeão paulista em 1990 e vice-campeão brasileiro em 1991.
E como comparar esses clubes com casos completamente diferentes?
O São Caetano, por exemplo, viveu um dos picos mais impressionantes da história recente do futebol brasileiro: dois vices nacionais em 2000 e 2001 e uma final de Libertadores em 2002.
Paulista de Jundiaí e Santo André chegaram ao topo da Copa do Brasil. O Paulista conquistou a competição em 2005 e foi o último clube fora da elite a conseguir levantar a taça.
Chapecoense, Londrina, Joinville, Brasil de Pelotas, Inter de Limeira, Mirassol, Operário-PR, Volta Redonda, Campinense, Botafogo-SP, Ituano, Treze, Caxias e ASA também entram numa discussão que passa por diferentes épocas e realidades do futebol brasileiro.
No fim, a pirâmide ficou assim no topo:
1º Guarani
2º Criciúma
3º Juventude
4º Ponte Preta
5º Red Bull Bragantino
6º Chapecoense
7º Paulista de Jundiaí
8º Santo André
9º São Caetano
10º Londrina
Mas provavelmente você vai discordar de alguma coisa. E essa é justamente a ideia.