EM APENAS DOIS ANOS, AS REALIDADES FINANCEIRAS DE SANTA CRUZ E CEARÁ SE CRUZARAM.
Em 2025, enquanto o Ceará trabalhava com uma folha de futebol na casa dos R$ 7 milhões mensais, o Santa Cruz disputava a Série D gastando aproximadamente R$ 800 mil por mês.
Para 2027, a diferença pode simplesmente desaparecer.
O Santa, impulsionado por dois acessos consecutivos e pela implementação da SAF, estabeleceu uma folha inicial de R$ 2,5 milhões mensais para a temporada em que retornará à Série B. É um crescimento superior a 60% em relação aos R$ 1,5 milhão utilizados no início de 2026.
Do outro lado, o Ceará percorre o caminho inverso.
Depois de trabalhar em 2026 com uma folha estimada em aproximadamente R$ 4,5 milhões, o clube já projeta uma redução para algo entre R$ 2 milhões e R$ 2,5 milhões por mês em 2027. A informação foi divulgada pelo repórter Horácio Neto, da Rádio O POVO CBN.
É o “X financeiro” discutido no programa.
De um lado, um Santa que saiu da Série D, conquistou dois acessos consecutivos, recebe a chegada de uma nova estrutura de SAF e aumenta sua capacidade de investimento.
Do outro, um Ceará que caiu da Série A, entrou em 2026 com orçamento de R$ 166,5 milhões, não conseguiu o acesso imediato e agora precisa adequar seus gastos à realidade de mais uma temporada na Série B.
E o cenário do Santa tem uma garantia importante.
O contrato da SAF estabelece um orçamento mínimo de R$ 52 milhões para uma temporada na Série B, dos quais pelo menos R$ 36 milhões devem ser destinados ao futebol profissional. A folha de R$ 2,5 milhões é, portanto, um ponto de partida — e pode crescer durante a temporada.
Em 2025, eram R$ 7 milhões contra R$ 800 mil.
Em 2027, os dois clubes podem começar a temporada gastando praticamente a mesma coisa com seus elencos.
O que aconteceu para essas curvas se cruzarem tão rapidamente? Quanto pesa um rebaixamento? E quanto pesa permanecer na Série B sem conseguir o retorno imediato?
Fred Figueiroa e Cassio Zirpoli analisam a evolução financeira dos dois clubes, os impactos da SAF coral, os cortes projetados pelo Ceará e o novo cenário da Série B de 2027.