A HISTÓRIA FICA. OS CLUBES, NEM SEMPRE.
Alguns faliram. Outros se fundiram. Alguns simplesmente desistiram do futebol profissional. E existem até aqueles que abandonaram o esporte mesmo estando entre os maiores clubes de sua época.
Fred Figueiroa e Cassio Zirpoli mergulham na história para apresentar dez dos maiores clubes brasileiros que ficaram inativos, desapareceram ou deixaram o futebol profissional, usando como base o banco de dados do Ranking Histórico dos Clubes Brasileiros.
A lista mistura épocas completamente diferentes.
Tem o Guaratinguetá, que chegou à Série A do Campeonato Paulista e disputou a Série B nacional antes de desaparecer.
Tem o 15 de Novembro de Campo Bom, semifinalista da Copa do Brasil de 2004 depois de eliminar o Vasco e protagonista de uma das campanhas mais improváveis da história do torneio.
Tem também um caso que ganhou um novo capítulo justamente em 2026: o Siderúrgica de Sabará. Bicampeão mineiro, o clube retomou o futebol profissional depois de dez anos parado e tenta reconstruir uma história marcada por longos períodos de inatividade.
Catuense e Ferroviário mostram a força que clubes hoje praticamente ausentes do cenário nacional já tiveram em Bahia e Paraná.
O J. Malucelli, que também foi Malutrom e Corinthians-PR, chegou a disputar competições nacionais e encerrou suas atividades no fim de 2017. O antigo Ecoestádio, uma das marcas daquela história, também deixou de existir.
O Metropol foi simplesmente pentacampeão catarinense, com cinco títulos conquistados entre 1960 e 1969, antes de deixar o futebol profissional. Hoje, o clube ainda trabalha com categorias de base e mantém viva a possibilidade de retorno.
E o Paraná aparece duas vezes nessa árvore genealógica.
O Colorado, terceiro colocado da lista, nasceu de uma fusão e posteriormente se juntou ao Pinheiros para formar o Paraná Clube em 1989. O próprio Paraná reconhece oficialmente Colorado e Pinheiros como seus clubes fundadores.
Em segundo lugar aparece o Grêmio Barueri, um fenômeno extremamente curto: chegou à Série A em 2009 e, no ano seguinte, disputou a Copa Sul-Americana antes de iniciar uma queda acelerada que culminaria no fim das atividades profissionais.
Mas nenhum caso é tão impressionante quanto o primeiro colocado.
O Club Athletico Paulistano conquistou 11 Campeonatos Paulistas, incluindo quatro consecutivos entre 1916 e 1919. Era uma das maiores forças do país quando decidiu abandonar o futebol em 1930 por rejeitar o avanço da profissionalização. Parte dos seus dissidentes acabaria participando do processo que originou o São Paulo Futebol Clube.
Quase um século depois, o Paulistano continua figurando entre os maiores campeões da história do Campeonato Paulista mesmo sem disputar a competição desde 1929.
Como clubes tão importantes simplesmente desapareceram?
Por que alguns se fundiram enquanto outros preferiram abandonar o futebol? E quais deles ainda poderiam voltar?
Fred Figueiroa e Cassio Zirpoli atravessam mais de um século de futebol brasileiro para contar as histórias por trás dos maiores clubes que deixaram os gramados.